SÉRGIO CARRONHA

Land and Purpose January 19th – March 10th

MONITOR Lisbon has the pleasure to announce Land and Purpose, a solo presentation by Portuguese artist Sérgio Carronha (Cascais, 1984). The exhibition will feature new pieces made especially for the gallery.

Land and Purpose is the first presentation moment in Sérgio Carronha’s in the gallery. The artist, working mostly with earth-based materials – some more permanent and others more perennial – is currently based in Alentejo, where he is developing a long-term project in a piece of land; where he inhabits, collects his materials, and produces his works, being the land a work of art itself.

This exhibition is produced after a deep analysis and understanding of the weather, the land’s topography, composition, biosphere and how to complement and enhance what is already there. Drawing from that experience, the artist is presenting a series of work that are produced in situ and that reflect his preoccupations.

At MONITOR, he is developing a specific narrative that takes advantage of the gallery’s topography. On the first floor, he seeks to explore what is above the ground, being exposed, uncovered and dried out by sun. A large mural painting stands out in the room, using a simple but unusual technique in which natural mineral pigments are simply dissolved an applied directly to the wall. Using different clays, in a striped manner, resembles the timeless accumulation of matter, resulting in the strata seen in sedimentary rock, or, somehow an exploratory movement towards the warm earthly nucleus. On the right, an artifact-like schist plaque, with delicate engravings presents the topography of the land where the artist inhabits. These engravings are filled with the resin produced by the plum tree and natural mineral pigment, demonstrating the artist’s interest in ancient techniques. On the basement floor, the works symbolically represent the ground, the stillness, the past and the unknown.

Objects are presented through the room – most of these are uncanny: fine schist or ceramic plaques, that remind us of the neolithic artifacts, as if they could be archeological findings. The ceramic objects are produced from raw pastes, terra-cotta or stoneware, collected from specific locations, understanding their heritage and composition. The geometrical patterns drawn and carved on these plaques are also transversal to several cultures that allow us to respond to a common ancestral knowledge. These works reveal the history and past of the land, others by becoming recognizable – resembling instruments, bowls, rebuilding their origin through the fragments of former tools, repurposed once again. Finally, the exhibition is punctured a wood and raw clay sculpture, that measures seven palms of the artist. This anthropometry is used to understand the topography of a terrain, becoming in this case, the measurement of the human scale in relation to Nature’s glory.


Português

 

A MONITOR Lisbon tem o prazer de anunciar Land and Purpose, uma apresentação individual do artista português Sérgio Carronha (Cascais, 1984). A exposição contará com novas peças produzidas especialmente para a galeria.

Land and Purpose é o primeiro momento de apresentação de Sérgio Carronha na galeria. O artista trabalha principalmente com materiais da terra – alguns mais permanentes e outros mais perenes – e está atualmente baseado no Alentejo, onde ele desenvolve um projeto de longo prazo num terreno campestre; onde habita, coleta materiais e produz as suas obras, sendo a terra uma obra de arte em si.

Esta exposição é produzida após uma profunda análise e compreensão do clima, topografia da terra, composição e biosfera, procurando complementar e aprimorar o que já existe. Com essa experiência, o artista apresenta uma série de trabalhos que são produzidos in situ e que refletem as suas preocupações.

Na MONITOR, ele desenvolve uma narrativa específica que toma partido da topografia da galeria. No primeiro andar, ele procura explorar o que se encontra acima do solo, exposto, descoberto – seco pelo sol. Uma grande pintura mural destaca-se na sala, usando uma técnica simples, porém incomum, na qual que os pigmentos minerais naturais são simplesmente dissolvidos e aplicados diretamente na parede. O uso de diferentes argilas, de uma maneira riscada, assemelha-se à acumulação intemporal de matéria, resultando nos estratos visíveis em rochas sedimentares, ou, de alguma forma, um movimento exploratório em direção ao quente núcleo terrestre. À direita, uma placa de xisto semelhante com um artefacto, com gravuras delicadas, apresenta a topografia da terra onde o artista habita. Estas gravuras são preenchidas com a resina produzida pela ameixoeira e pigmento mineral natural, demonstrando o interesse do artista por técnicas antigas.

Na cave, as obras simbolicamente representam o solo, a quietude, o passado e o desconhecido. Os objetos são apresentados pela sala – a maioria destes são estranhos: xistos finos ou placas de cerâmica, que nos relembram dos artefactos neolíticos, como se fossem achados arqueológicos. Os objetos cerâmicos são produzidos a partir de pastas cruas, terracota ou grés, colhidos em locais específicos, compreendendo o seu património e composição. Os padrões geométricos desenhados e esculpidos nessas placas também são transversais a várias culturas que nos permitem reagir a um conhecimento ancestral comum. Esses trabalhos revelam a história e o passado da terra, outros, tornando-se reconhecíveis – parecidos com instrumentos, tigelas; reconstruindo a sua origem através dos fragmentos de ferramentas anteriores, reutilizadas novamente. Finalmente, a exposição é pontuada por uma escultura de madeira e argila em bruto, que mede sete palmos da mão do artista. Esta antropometria é usada para entender a topografia do terreno, tornando-se neste caso, a medida da escala humana em relação à glória da Natureza.